Mesmo que te cubras de pranto
Teu pranto nunca cobre teu sal
És sal, e cobre, e tanto.
E no entanto, salivas fatal!
Te afastas teu próprio foi-se
Como ceifa a morte, a raiz!
Faças, porém, com tua foice
Como a calçada fez com teu giz.
Te encerras naquilo que és
Mas não te dê por satisfeito.
Vê te escoar, pois, pelos pés
Nada de ti, senão teu defeito.
Que restes sem te dar conta
Entre os que nunca te esquecem
Mas aos distantes que em si te merecem
Concedas a ponta daquilo que destes.
Belíssimo poema do meu grande camarada Natan.
nem sombra nem luz nem discussão
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Vital
on sexta-feira, 16 de outubro de 2009
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Vital
on terça-feira, 13 de outubro de 2009
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a vida
e s c a p a . . .
à Razão.
e s c a p a . . .
à Razão.
seis da tarde(hora pequena)
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Vital
on sábado, 10 de outubro de 2009
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Seis horas da tarde:
Café novela oração
A fé a vela e a televisão
O pão divinizado pelo homem mais verdadeiro e que nunca foi Cristão.
A verdade não se encerra a si mesma numa mera definição,
nem há tempo ou espaço existente
entre um homem e ele mesmo
pra que ele seja seu próprio seguidor.
Pão, café, televisão, vela
fogo e transformação, seis da tarde no Brasil
laico por constituição,
É hora da ave maria no rádio
e do "santo" conceito inquestionável da televisão
Roma é passado ou
misturou-se tudo isso e fez-se em ressurreição, não a do cristo
que nunca chegou a ser cristão,
Mas a da ilusão de uma barriga tapeada com migalhas de pão
e de uma vida preenchida e vivida através da televisão.
Jesus é um nome como outro qualquer.
Crucificado morto martirizado e idolatrado
pelos mesmos algozes
porque quis instaurar no homem
a sua própria revolução.
O Brasil não é laico
nem uma nova Roma pagã,
e o crucifixo não significa nunca
qualquer devoção.
Seis da tarde:
Fé café pão ave maria televisão
e os mesmos julgamentos que não cansam nunca de serem,
e serem em vão.
Resposta
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Vital
on segunda-feira, 5 de outubro de 2009
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Em mim não há pressa
ou
vagar,
O tempo não foge ao meu
hoje.
ou
vagar,
O tempo não foge ao meu
hoje.
Eu não sei
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Vital
on sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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Tu me quer
sem que eu te queira,
Quer meu querer
sem essa dor que o querer traz n'algibeira.
Não sei te amar
não sei te querer
te esqueço nos versos
Nem me importo se tu vai ler.
O amor não é uma bolsa de valores
ele é a própria essência de todos os valores,
eu não sei amar sem esperar
Nem sei o não-amor da não-espera.
sem que eu te queira,
Quer meu querer
sem essa dor que o querer traz n'algibeira.
Não sei te amar
não sei te querer
te esqueço nos versos
Nem me importo se tu vai ler.
O amor não é uma bolsa de valores
ele é a própria essência de todos os valores,
eu não sei amar sem esperar
Nem sei o não-amor da não-espera.
Caminho casa andante (vidamor)
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Vital
on terça-feira, 29 de setembro de 2009
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A vida eu comparo
com um caminho
que às vezes é trilha, em trechos ela é , sendo apagada,
às vezes asfalto, noutras tantas
a parada.
O grande amor
é uma casa misteriosa e bela
cheia de quarto, porta e janela,
casa
que se dá no caminho só ao caminhante que sem pressa
caminha.
Mas encontrar essa casa aconchegante no caminho
não significa nunca deixar de caminhar,
porque essa casa é, não no sentido enraizado da palavra,
fixa, é casa pelo que abrange teu próprio Estar,
pelo chão limpo que eu piso de pés descalços
sem medo de me machucar,
pelo meu beijo sem teto que só assim encontra
o céu estrelado de dentes da tua boca.
E o fogo do teu olhar que acende em si
a fogueira que me aquece na minha mais pura nudez,
teu riso sonoro aberto
qual janela escancarada e cantante.
Meu grande amor
meu lar destelhado, desparedado, sem clausuras,
com esse cheiro de sol
esse gosto de liberdade nua...
Meu grande amor
minha casa-andante,
onde se encontra
teu presente instante?
com um caminho
que às vezes é trilha, em trechos ela é , sendo apagada,
às vezes asfalto, noutras tantas
a parada.
O grande amor
é uma casa misteriosa e bela
cheia de quarto, porta e janela,
casa
que se dá no caminho só ao caminhante que sem pressa
caminha.
Mas encontrar essa casa aconchegante no caminho
não significa nunca deixar de caminhar,
porque essa casa é, não no sentido enraizado da palavra,
fixa, é casa pelo que abrange teu próprio Estar,
pelo chão limpo que eu piso de pés descalços
sem medo de me machucar,
pelo meu beijo sem teto que só assim encontra
o céu estrelado de dentes da tua boca.
E o fogo do teu olhar que acende em si
a fogueira que me aquece na minha mais pura nudez,
teu riso sonoro aberto
qual janela escancarada e cantante.
Meu grande amor
meu lar destelhado, desparedado, sem clausuras,
com esse cheiro de sol
esse gosto de liberdade nua...
Meu grande amor
minha casa-andante,
onde se encontra
teu presente instante?
ao que vai nascer
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Vital
on sábado, 26 de setembro de 2009
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Calem-se todos os olhares
cessem teus tortos pedidos
cubram de silêncios
o grande vazio que servirá de berço
ao que vai nascer
cessem teus tortos pedidos
cubram de silêncios
o grande vazio que servirá de berço
ao que vai nascer
