sentido direção?
Cinco sentidos provisórios
e o sexto
E o sexo senm-tido,
o não tido.
Tudo na vida
que sen-te
sem ti.
Sentido na pele
na língua
nas mãos sentido
Meu presente é sem tido
con-sentido, sem sentido...
abstração e absoluto.
Me repito
Postado por
Vital
on quarta-feira, 4 de novembro de 2009
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Era uma noite quente enluarada
parecia-me infinita
doce ilusão
Enganei-me.
Amanheceu um dia frio nebuloso
pareceu-me que seria infinito
enganei-me novamente
Estava e deixei de estar então
aflito.
As palavras... ah! As palavras...
elas sim são infinitas
e eternas
nas bocas e na escrita,
No esquecimento...
mas e o amor que as confere alma
é acaso eterno ou infinito?
Não sei se ele se repete se repete se repete
ou se sou eu que me repito.
Não quero controlar nada
Por fim o vento espalha
e deixa tudo assim... sem fim
mas é o mesmo estar sem fim que estar-se infinito?
Depois vem o mar e engole o fim sem fim
e o infinito
Engole o engano
a interrogação...
meu pobre grito.
parecia-me infinita
doce ilusão
Enganei-me.
Amanheceu um dia frio nebuloso
pareceu-me que seria infinito
enganei-me novamente
Estava e deixei de estar então
aflito.
As palavras... ah! As palavras...
elas sim são infinitas
e eternas
nas bocas e na escrita,
No esquecimento...
mas e o amor que as confere alma
é acaso eterno ou infinito?
Não sei se ele se repete se repete se repete
ou se sou eu que me repito.
Não quero controlar nada
Por fim o vento espalha
e deixa tudo assim... sem fim
mas é o mesmo estar sem fim que estar-se infinito?
Depois vem o mar e engole o fim sem fim
e o infinito
Engole o engano
a interrogação...
meu pobre grito.
poesia
Postado por
Vital
on domingo, 1 de novembro de 2009
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Escapuliu e rolou ladeira abaixo
fez curva, repicou, deu com o muro.
Mas não parou,
há certas coisas - e erradas também - que não param nunca.
Atravessou a feira
atravessou a vila e a viela,
os meninos correram atrás com a alegria estampada
na brincadeira sem motivo de ser.
Foi embora,
da última vez que a vi o olho quase que não alcançava mais
mas ainda assim era como se estivesse
escorrendo dos meus dedos
agora mesmo...
Escapulindo em todas as direções
descendo a ladeira sem fim
brincando de fugir
só pra que eu a tente outra vez,
Preu reunir alguns versos e chamar de
poesia.
fez curva, repicou, deu com o muro.
Mas não parou,
há certas coisas - e erradas também - que não param nunca.
Atravessou a feira
atravessou a vila e a viela,
os meninos correram atrás com a alegria estampada
na brincadeira sem motivo de ser.
Foi embora,
da última vez que a vi o olho quase que não alcançava mais
mas ainda assim era como se estivesse
escorrendo dos meus dedos
agora mesmo...
Escapulindo em todas as direções
descendo a ladeira sem fim
brincando de fugir
só pra que eu a tente outra vez,
Preu reunir alguns versos e chamar de
poesia.
nosso filosófico É-Terno amor
Postado por
Vital
on quinta-feira, 29 de outubro de 2009
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- Em festa de gala menino se usa é terno! É terno e gravata no pescoço!
- Mas eu num guento sô! Me sufoca as idéias.
- No mundo dos adultos o teatro cotidiano é coisa séria e a fantasia não pode faltar jamé!
- Adulto lá sabe fantasiar? Devagar com o andor... também num vamo confundir teatro com novela.
- Depois de muitos anos o espetáculo do teatro ou é o dos vampiros, ou o das baratas. E depois também com o tempo, o teatro assim como a missa foi reduzido ao palco da televisão, e as universidades à aulas tele-presenciais(risos sarcásticos).
- Tá bom que com a gastura dessa gravata me pegando no cangote eu já não tô nem ligando pra nada disso. Que a sensação que eu tenho vestido assim dessa maneira é que parece que esse sufoco vai me ser ETERNO!
- hahahahaha...
- eterno não, PERPÉTUO, que tudo aquilo que é eterno sem ser o terno me esmilinguindo - não sei se por capricho da linguagem -, mas me causa uma sensação do que é terno de ternura, e a eternidade tem lá seus ares ternos ecoando até o não-fim. E o que se perpetua é a minha aflição daqui de dentro das amarras sociais que se fazem até no pano o qual eu bicho burro que sou me prendo por escolha própria.
- Deixa de resmungo menino! Cê tá lindo assim, e vamo embora que a aflição perpétua é terno te pinicando e se acaba logo assim que eu tirar tua roupa e te mostrar o que é-terno em você, em mim, em nós, meu terno é-terno amor!
- Mas eu num guento sô! Me sufoca as idéias.
- No mundo dos adultos o teatro cotidiano é coisa séria e a fantasia não pode faltar jamé!
- Adulto lá sabe fantasiar? Devagar com o andor... também num vamo confundir teatro com novela.
- Depois de muitos anos o espetáculo do teatro ou é o dos vampiros, ou o das baratas. E depois também com o tempo, o teatro assim como a missa foi reduzido ao palco da televisão, e as universidades à aulas tele-presenciais(risos sarcásticos).
- Tá bom que com a gastura dessa gravata me pegando no cangote eu já não tô nem ligando pra nada disso. Que a sensação que eu tenho vestido assim dessa maneira é que parece que esse sufoco vai me ser ETERNO!
- hahahahaha...
- eterno não, PERPÉTUO, que tudo aquilo que é eterno sem ser o terno me esmilinguindo - não sei se por capricho da linguagem -, mas me causa uma sensação do que é terno de ternura, e a eternidade tem lá seus ares ternos ecoando até o não-fim. E o que se perpetua é a minha aflição daqui de dentro das amarras sociais que se fazem até no pano o qual eu bicho burro que sou me prendo por escolha própria.
- Deixa de resmungo menino! Cê tá lindo assim, e vamo embora que a aflição perpétua é terno te pinicando e se acaba logo assim que eu tirar tua roupa e te mostrar o que é-terno em você, em mim, em nós, meu terno é-terno amor!
semclusão
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Vital
on segunda-feira, 26 de outubro de 2009
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a conclusão, tudo isso que é sem nunca chegar a ser.
a conclusão, aquilo que não se conclui.
a única conclusão: é que não há
c
o
n
c
l
u
s
ã
o
a conclusão, aquilo que não se conclui.
a única conclusão: é que não há
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o
para Manoel de Barros
Postado por
Vital
on quinta-feira, 22 de outubro de 2009
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a poesia me completa
porque não me pede qualquer
genialidade.
Por isso faço versos sobre coisas desúteis,
como canções esquecidas e besouros virados com as asas pro chão.
Procuro palavras infantilizadas...
infantinventadas!
Procuro meus olhos de menino
no quintal da memória.
porque não me pede qualquer
genialidade.
Por isso faço versos sobre coisas desúteis,
como canções esquecidas e besouros virados com as asas pro chão.
Procuro palavras infantilizadas...
infantinventadas!
Procuro meus olhos de menino
no quintal da memória.
caso sério
Postado por
Vital
on segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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se eu soubesse que a aparência de ser
nunca significa de fato o que está e finge que é
Ai! que eu nunca criava esse caso todo,
mas já cantava o toquinho que esse caso é um caso sério
e se eu soubesse que tentar saber do "se"
não é nunca saber da vida ou saber de si,
eu nem olhava pra trás pro parece ou talvez!
Aí outro dia eu resolvi inventar pra mim
que SE eu não sei de nada, nada me arrebata... ou TUDO
Mas eu continuei na suposição e NADA se resolveu...
ou TUDO!
nunca significa de fato o que está e finge que é
Ai! que eu nunca criava esse caso todo,
mas já cantava o toquinho que esse caso é um caso sério
e se eu soubesse que tentar saber do "se"
não é nunca saber da vida ou saber de si,
eu nem olhava pra trás pro parece ou talvez!
Aí outro dia eu resolvi inventar pra mim
que SE eu não sei de nada, nada me arrebata... ou TUDO
Mas eu continuei na suposição e NADA se resolveu...
ou TUDO!
