Morre num morre, Machado de Assis, sei lá, alguém me socorre que eu tô num disquete que pensa que pensa, mas esse código é todo binário, papo furado,
mais que em disquete me sinto zipado, universiOtário; quem é esse UNESCO?; Tá claro? Tá escuro? Tá Foda! no apuro, vim aqui virar coisa, nesse coisificômetro cognicionista reacionário[estatística, porcentagem, lógica]: Programada Estupidez, quem vai calibrar o espectroscópio? Por favor! um musse de limão!(Professora, existe musse de banana?)
Cadê a receita? Ensinar a aprender, aprender a ensinar, aprender a aprender, ensinar a ensinar, parece tudo um musse de banana arriscado,
preferia confeiteiros confeitados a esse rocambole embolado. repeteco, peteleco, tico e teco, tudo saco da mesma farinha; raíz de macarrão no lugar/pensar, ô Paulo Freire, sociedade me disseram no prédio com teu nome, tá precisando Inteligência Social, veja que bela bosta esses doutos Doutores sabem saber por slides da UNESCO que rima com pitoresco e não deixam o menino negligenciar a memória o pensamento em linha reta sinalizada de leis;(pragmática meta linguagem cultural positivista contéudo), pragmática meta linguiça incultural presses menino de hoje em dia que não sabem bem ser balde sem fundo, que tão metido a semente.
PELO AMOR DE DEUS!
alguém chama um cara do MEC...Donalds pra avaliar esse nosso ensino transgênico [FAST FOOD], essa deseducação constante servindo à burrocracia ditada de cór, decorada ditadura enquanto morria num morria a nossa pobre subjetividade criativa,[preciso teatro Augusto Boal que eu tô oprimido, que eu tô no sal!] mas UNESCO ditou tá ditado, acatado, assimilado, reproduzido: CRIATIVIDADE é: coletar dados, especificar os problemas, objetivar os conceitos e reproduzir o comportamento de homens e mulheres que a sociedade de hoje precisa.
Humildade
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Vital
on domingo, 28 de março de 2010
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Não sei
Ninguém sabe; amanhã
não nasceu, nunca morre.
Só. Seca ao sol.
Talhos muitos talhos
nos dedos e nas mãos,
baixo das unhas... sujeira limpa.
Calos muitos calos
nos dedos, nas mãos
cima os olhos sem palavra.
Areia, barro, bambu, foice e facão.
Oco estampido, oco silêncio,
ocas todas as noites desluaradas.
Madeira
maciça... Morte: maciça maciez.
Conselho à esquerda,
por distância... um braço
de vento. E tudo que há,
me desminto, momento.
Prefiro sem cinto,
dispenso se tento.
Teatro de incêndio e esquinas.
Nascimento da esquina, vozes, muitas vozes de esquinas.
Cabelos cortados, navalha amolada
Milagre dos peixes e pedras que choram
seus filhos de pó.
Não, ninguém sabe,
amanhã não nasceu; nunca morre.
Ninguém sabe; amanhã
não nasceu, nunca morre.
Só. Seca ao sol.
Talhos muitos talhos
nos dedos e nas mãos,
baixo das unhas... sujeira limpa.
Calos muitos calos
nos dedos, nas mãos
cima os olhos sem palavra.
Areia, barro, bambu, foice e facão.
Oco estampido, oco silêncio,
ocas todas as noites desluaradas.
Madeira
maciça... Morte: maciça maciez.
Conselho à esquerda,
por distância... um braço
de vento. E tudo que há,
me desminto, momento.
Prefiro sem cinto,
dispenso se tento.
Teatro de incêndio e esquinas.
Nascimento da esquina, vozes, muitas vozes de esquinas.
Cabelos cortados, navalha amolada
Milagre dos peixes e pedras que choram
seus filhos de pó.
Não, ninguém sabe,
amanhã não nasceu; nunca morre.
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Vital
on quinta-feira, 25 de março de 2010
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...viver é muito perigoso.
trecho de O Grande Sertão Veredas
trecho de O Grande Sertão Veredas
Entardecido
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Vital
on sábado, 20 de março de 2010
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Desde que não fui
tenho reparado. Todo dia entardece
amarelo amarelado.
Meu irmão falou que talvez de dias assim
rezam sábios literatos
misteriosa atmosfera.
A mim, nada faltava.
Gostaria que chovessem pétalas amarelas
de uma flor que não tem nome
e só conheço por sonho.
Se chove no dia, entardece amarelo molhado.
Se não chove, amarelo mais que amarelado.
Tudo isso vejo da minha janela,
mas a janela sempre aqui esteve bem de perto.
E os dias também, por eles passei passando assim
quase sem passado, sem memória ou futuro projetado.
E só agora nesse meu novo olhar
percebo essa cor derramada nas coisas
que pertencem ao entardecer.
Aprendi nos livros, esse entardecer mineralmente
valioso. [O ouro em metal já não vale tanto].
Me pergunto como se escreve entardecer no plural.
Pois prefiro os entardeceres que miro da minha janela.
Admiro esse doce transcorrer amarelamente entardecido
através de minha janela aberta,
E espero o dia em que choverão pétalas amarelas.
tenho reparado. Todo dia entardece
amarelo amarelado.
Meu irmão falou que talvez de dias assim
rezam sábios literatos
misteriosa atmosfera.
A mim, nada faltava.
Gostaria que chovessem pétalas amarelas
de uma flor que não tem nome
e só conheço por sonho.
Se chove no dia, entardece amarelo molhado.
Se não chove, amarelo mais que amarelado.
Tudo isso vejo da minha janela,
mas a janela sempre aqui esteve bem de perto.
E os dias também, por eles passei passando assim
quase sem passado, sem memória ou futuro projetado.
E só agora nesse meu novo olhar
percebo essa cor derramada nas coisas
que pertencem ao entardecer.
Aprendi nos livros, esse entardecer mineralmente
valioso. [O ouro em metal já não vale tanto].
Me pergunto como se escreve entardecer no plural.
Pois prefiro os entardeceres que miro da minha janela.
Admiro esse doce transcorrer amarelamente entardecido
através de minha janela aberta,
E espero o dia em que choverão pétalas amarelas.
Sobre corpos e almas
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Vital
on quinta-feira, 18 de março de 2010
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Não sabes, não queres,
Te esqueço, te esquece,
Almas são almas,
Corpos são corpos.
Se perdem se perdem
em lençóis edredons,
entre nuvens, entre dedos, entre dentes.
Entrementes se perdem se perdem.
Corpos são corpos,
almas são almas.
Corpos se entendem
estendidos sem sonhos,
Almas se desencontram
sonhando demais.
Te esqueço, te esquece,
Almas são almas,
Corpos são corpos.
Se perdem se perdem
em lençóis edredons,
entre nuvens, entre dedos, entre dentes.
Entrementes se perdem se perdem.
Corpos são corpos,
almas são almas.
Corpos se entendem
estendidos sem sonhos,
Almas se desencontram
sonhando demais.
O que tenho
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Vital
on terça-feira, 16 de março de 2010
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Não escrevo sonhos
não escrevo versos,
desconheço metáforas
figura de linguagem: grafia.
Não sou de todo louco
não sou de nada são
não invento palavras,
não canto cantigas de amor
não escrevo pra ninguém,
não me importo
não me exporto, [às vezes sorrio],
não sinto vontade de chorar,
não sei dançar,
não tenho dinheiro
ando a pé.
Não sei mentir mais do que as palavras,
não escrevo cartas,
não espero telefonemas.
Não sou mais que isso.
Não sou velho; nem novo.
Não tenho medo de chuva,
não tenho medo de não ter,
pois já perdi.
Não tenho importância,
não tenho exportância,
não adoeço, mas não tenho remédio!
Não tenho horas,
não tenho sapatos,
não tenho vergonha.
Tudo que tenho: silêncios.
não escrevo versos,
desconheço metáforas
figura de linguagem: grafia.
Não sou de todo louco
não sou de nada são
não invento palavras,
não canto cantigas de amor
não escrevo pra ninguém,
não me importo
não me exporto, [às vezes sorrio],
não sinto vontade de chorar,
não sei dançar,
não tenho dinheiro
ando a pé.
Não sei mentir mais do que as palavras,
não escrevo cartas,
não espero telefonemas.
Não sou mais que isso.
Não sou velho; nem novo.
Não tenho medo de chuva,
não tenho medo de não ter,
pois já perdi.
Não tenho importância,
não tenho exportância,
não adoeço, mas não tenho remédio!
Não tenho horas,
não tenho sapatos,
não tenho vergonha.
Tudo que tenho: silêncios.
