Dexistência

O incompleto que sou
é a minha matéria.
O movimento da língua que diz:
- ainda
[me realiza,
e eu sou todos os meus não's
feitos de sombra.
Alheiamento
pela busca de identidade.
Quero a liberdade de saber negar
e nego! Por liberdade.
O Absurdo
é cheio de vãos
e furos e frestas.

A linha do tempo
enrolou,
deu nó, arrebentou, pegou fogo e
no meio da praça,
inventou o círculo,
morreu de velha.

Neguei a algema de meus relógios
pelo meu pulso.
Sem quando é o que eu quero
pela memória viva
das costas da história.

Sou mais o que quis
do que o que fui,
minha mais nobre substância
não chegou a ter forma,
realizou-se à razão do fogo
e pois, não se pensou.
De fato,
estou mais em minha sombra.
Onde sou sem me pensar.
Dormi à lembrança de muitas experiências.
O delírio sem dono é minha pouca verdade.

6 comentários:

Eutímicas disse...

Lindo, completo, dinâmico. Exatamente como somos.

Beijo

Tiago Fagner disse...

Caralho!

Por completo ficou muito bom, mas tenho que destacar esse trecho: "Dormi à lembrança de muitas experiências. O delírio sem dono é minha pouca verdade."
A gente sempre se perde entre tudo que podia fazer.
Por que a vida é assim?

Tassiana disse...

De existência, pouco sei em mim; Apenas pelos passos dados vagos na escuridão do ser que não pedem mais nada além de ser e isso ja é existir.

Desistência. Assumir um fracasso ou ser tão corajoso a ponto de desistir? Ainda procuro respostas que coexistem em existir.

Lindo!

kinha disse...

Isso é ruim?
;/

dani carrara disse...

bjo.

Anônimo disse...

Foda!

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