perdido

Coitado,
Lá vai ele.
Parece bêbado,
a perna não sei, jeito de quem
não acredita na firmeza do chão
ou
do próximo passo.
Mas vai,
não deixa de ir;
talvez tenha planos mais pesados
que o jornal velho - não censurado,
não lido - .

Pena,
não dessa de sentir,
pena mesmo, de algum bicho que voa
ou
que quase voa. Pena,
não do outro que vai sem saber,
pena dessas, de escrever as próprias penas
cumpridas em liberdade condicional;
sem juíz nem advogado,
sem carrasco nem defensor;
repleto de testemunhas desacordadas.

Ah!...Era tão evidente o meu crime!
Daí o passo perdido da história,
pesar essa sensação de estar: perdido.
Danem-se as balanças,
Danem-se como eu me dano, danem-se mais
que a vida não se pesa a não ser nos olhos
e nas mãos; nas vozes...
Dane-se o pobre poema
está tudo perdido mesmo.

4 comentários:

kinha disse...

"É foda!"

Anônimo disse...

Já dizia Lupicinio :
Esses moços,pobres moços
Ah! Se soubessem o que eu sei
Não amavam ,não passavam
Aquilo que já passei... Pq vc está falando de amor não?.. Esse seu crime tão evidente.. Amargura de amor pelo menos rende poemas,belo como esse,muito bom meu rapaz!

ivan cunha disse...

muito bom meu velho!
muito bom mesmo!
aquele abrá!

Tiago Fagner disse...

muito bom meu velho! [2]
Vital vc é de Juiz de Fora, terra da Ana Carolina.
Adoro ouvir ela cantar.
Compraria um livro que você escrevesse.

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