Arranco e rasgo o que sem mais escrevo
O engasgo manco faz nem qual - não vejo,
Colhido espanto sorte azar de um trevo
Afronto ouvido(bazar)sem norte em branco.
Talhado o vento,
abraço a noite,
descuido os pés,
Mordido o bicho,
veneno sem cura,
palavra lavra.
Desminto entesto o fundo não mente
só sabe a sina deserto sem sol,
não se põe do mundo nem se da montanha,
faz curva simples onde não te amanheces.
O peixe esquece,
as pedras dormem,
rio se segue,
sombra é verdade,
canoeiro desce,
eu meus interlúdios.

5 comentários:
Acho que vou buscar minha canoa e seguir por aí.
Belo demais!
Beijo
Muito legal Vital, principalmente a última estrofe. Poesia com um som bem regional, som de mata e de cerrado.
Não conhecia essa palavra, "interlúdio". Aprendendo mais uma.
Que ritmo!!
bem mineiro.
li. reli cantando...
Canoa canoa desce
No meio do rio Araguaia desce
No meio da noite alta da floresta
Levando a solidão e a coragem
Dos homens que são...
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