Meu relógio é calmo por outras urgências,
a vida é preciosa fora do tempo
enquanto as formigas andam em fila
e você sustenta toda sua graça na ponta dos pés.
Hoje me sinto mais rio do que mar,
mais vento do que fogo.
Quando eu canto é como descarrilhar
minha saudade. Não sei se ainda quero ser herói,
música na curva de um rio,
saudade na curva de um rio,
um rio na curva de um rio, uma pedra.
Uma melodia que lhe faça dançar
um olhar que se esconde como pode por medo de gostar... já gostou.
Saudade é palavra atemporal,
deixa eu ter saudade de semana passada
que o meu calmo relógio tem outras urgências
e não cuida do tempo, pousa num beijo cristalizado.
É o segredo de um outro segredo.

3 comentários:
Cara!!! Que maravilha! Você realmente escreve bem!! Me deu vontade de ler uma porrada de autores só pra chegar perto desse nível de qualidade, Uau!!
"Quando eu canto é como descarrilhar
minha saudade. Não sei se ainda quero ser herói,
música na curva de um rio,
saudade na curva de um rio,
um rio na curva de um rio, uma pedra."
Composição inspirada mesmo Vital.
Eu li, e li de novo, ouvindo Marisa Monte cantar essa poesia.
Seria super legal se você e outros escritores que eu leio e admiro morassem mais perto, poderíamos nos reunir um dia para compartilhar estórias.
Abração!
até o tic tac do seu relógio me parece singular...
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