Os olhos estão viciados,
palavras; fáceis presas, rélis vício.
Ficaram ficamos
tão habituados ao que não somos
que nos viciamos: TUDO!
pelos excessos,
As vozes?... coitadas,
vulgo, chulo maltratar,
por nós e calos vitimadas,
viciadas.
Tempo livre?
Não há. Há penas nos badalos dos relógios
que contam nosso tempo vivo,
que encurtam a distância que nos separa da nossa morte.
Como se morrer fosse o único remédio para o tempo.
Pobre condição humana,
subjugados pelas verdades de ontem
e os cassetetes na volta do trabalho e o trabalho na hora do descanso
e o descanso na hora da morte.
Não há glória no passado
[nostalgia é uma cicatriz na alma]
não há presentes no presente. O futuro é uma mentira metafísica.
O mais perto que já cheguei do meu destino
foi enquanto dormia.

7 comentários:
Adorei. Muito interessante.
Na verdade, acredito que o tempo nem existe. Uma breve ilusão de nossa condição. O agora é que verdadeiro.
Bjs.
" O mais perto que já cheguei do meu destino
foi enquanto dormia "
Muito bom mesmo !
ando menos profunda.
carrego a ilusão de que meu futuro me trará um presente e estarei emocionalmente salva, enfim.
Triste né?
;]
"O mais perto que já cheguei do meu destino
foi enquanto dormia"
uau, muito bom, cara!
Abraço
Querido, você continua escrevendo e vivendo bonito! É isso aí!
Beijo enorme e carinho de longe!
amigo, você é foda.
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